10/04/2018 11:30:38
Diversão e Arte
'Aquário de Espelho' é monólogo de Eduardo Ruiz sobre dependência química
Crédito: Fotos/ DivulgaçãoO ator, poeta, dramaturgo e artista visual Eduardo Ruiz faz espetáculo solo no Teatro de Arena
Da Redação do Alagoas Boreal

Depois de uma vitoriosa exposição, “As Cores de Eduardo Ruiz”, cuja abertura na semana passada, no Complexo Cultural Teatro Deodoro (centro de Maceió), contou com declamação de poemas e apresentações musicais, o artista visual e poeta Eduardo Ruiz apresenta nesta terça-feira (10), às 19h30, o monólogo “Aquário de Espelho”. A performance solo ocorrerá no Teatro de Arena Sérgio Cardoso, o anexo ao Teatro Deodoro à rua Barão de Maceió, 375, Centro. A entrada é gratuita.

Nascido no interior de São Paulo, formado em Artes Cênicas pela Escola de Artes da USP, Eduardo Ruiz atua no teatro há mais de 20 anos. Poeta, ator, diretor, roteirista, dramaturgo e artista visual, encena, pela primeira vez em teatro, segundo ele, o monólogo, assinado por ele, “Aquário de Espelho”. A direção é da dupla de veteranos do teatro alagoano, José Márcio Vieira Passos e Homero Cavalcante.

O ator e diretor José Márcio Passos em retrato de Eduardo Ruiz

De acordo com o informativo da produção enviado ao site, o texto “é fruto de uma pesquisa de Eduardo Ruiz sobre a dependência química”.
"É a história de um rapaz”, diz o ator/autor, “que está internado em uma clínica de reabilitação, contando como é o dia a dia entre pessoas que estão ali confinadas com ele.”

O personagem, segundo Ruiz, é internado junto com “traficantes, playboys e assassinos”. “Ele vai contando essa história de forma muito física, corporal, contemporânea e direta”, conta o artista, que já montou o espetáculo dentro de clínicas de reabilitação. “Ele foi feito, em princípio, para entretenimento de quem está internado. Eu achei o trabalho tão intenso, falei com o diretor José Márcio Passos e ele adorou."

Para Eduardo Ruiz, “Aquário de Espelho” traz uma linguagem teatral “jovem”. “Eu aprendi que todas as vertentes de trabalho na arte, quando elas não são para trazer um pouco de alegria ou felicidade para o artista, viram um vazio egocêntrico. Acho muito legal fazer essa peça e poder contribuir. Maceió é uma cidade belíssima com um povo muito acolhedor, então, a troca pode ser muito maior."