07/03/2018 14:36:54
Cultura
Coletivo Identidade Alagoana realiza segunda edição do evento 'Fuzuê', no centro da capital
Crédito: Fotos/ DivulgaçãoOrganização do coletivo afirma que a proposta é 'incentivar e divulgar as artes locais'
Paulo César Moreira

Em Maceió, na sexta-feira (9), o coletivo cultural Identidade Alagoana realiza a segunda edição do evento “Fuzuê”, com apresentações musicais e de poesia. Programado para começar às 20h, o encontro conta com a participação dos músicos Jurandir Bozo, Edi Ribeiro e Arnaud Borges e da feminista Elaine Rapôso, que declamará versos da poeta Arriete Vilela. Trata-se de um projeto itinerante, buscando proporcionar “um ambiente de muito contentamento, regido pela arte alagoana”. Essa próxima edição acontece no bar e restaurante Zeppelin à rua Desembargador Artur Jucá, 40, na região central da capital.

De acordo com o músico e produtor Arnaud Borges, o “2o Fuzuê“ apresentará “uma diversidade de coisas da cultura alagoana”. “Edi Ribeiro, por exemplo, as poesias de Arriete Vilela e o grande Jurandir Bozo. Vamos abrir um leque, também, do que vai ser desenvolvido na hora, mas que não é improviso, porque todo mundo já chega pronto. Eu vou apresentar canções autorais ouvidas e aprendidas com o tempo na nossa Alagoas.”

Músico vai apresentar uma 'diversidade das coisas alagoanas'

A primeira edição do evento ocorreu no espaço do Quintal Cultural (bairro do Bom Parto), em dezembro do ano passado, comemorando os dez anos do Identidade Alagoana. Os produtores do encontro afirmam que a “grande receptividade do público” criou as condições para essa nova edição. “A proposta é incentivar e divulgar as artes locais”, justificam.

Referindo-se ao restaurante Zeppelin como um lugar que “acolhe a arte produzida no Estado”, Arnaud Borges diz tratar-se “de um apoio muito importante”. “Nós termos esse espaço para apresentar nossa arte, nossa cultura, nosso povo. Esse que é o nosso pisado, nosso coco, nossa síncope, nosso baião. Dessa forma nós vamos brincando com a arte. Precisamos brincar com a arte. Temos a mania somente de assistir, e assistir por assistir não chega ao valor mais importante da cultura que é o próprio existir.”

O coletivo informa, ainda, que o público poderá participar do “Fuzuê” fazendo uso do “microfone aberto”. “Dá para todo mundo fazer intervenções e performances artísticas”, sugere o músico e produtor.