02/03/2018 12:50:53
Diversão e Arte
Documentário sobre a atriz Maria Alice Vergueiro, 'Górgona', tem cartaz divulgado
Crédito: Fotos/ DivulgaçãoMaria Alice atuou ao longo de cinco anos em diferentes temporadas da peça 'As Três Velhas'
Da Redação do Alagoas Boreal

O trabalho da atriz de teatro e TV Maria Alice Vergueiro, ao longo de cinco anos durante as temporadas da peça “As Três Velhas” (que estreou em São Paulo em agosto de 2010), é tema do documentário “Górgona” dirigido pelos estreantes Fábio Furtado e Pedro Jezler, que acabam de divulgar o cartaz oficial da produção. Os cineastas acompanharam os bastidores da montagem dirigida e estrelada por Maria Alice Vergueiro, uma das grandes atrizes de sua geração. O longa-metragem estreia no dia 29 deste mês, apresentando “um recorte sensível” desse momento na vida da atriz de 83 anos.

Maria Alice Vergueiro convive com o Mal de Parkinson desde 2001. De acordo com a produção, o documentário aborda temas como “a proximidade da morte, o envelhecer em cena, o custo das convicções artísticas e os impasses da produção cultural no Brasil”.

“A vontade de fazer um filme com a atriz surgiu quando Fabio, que é co-fundador da companhia Pândega com Maria Alice e o ator Luciano Chirolli, registrou algumas cenas do processo da peça de Alejandro Jodorowsky”, destaca o informativo enviado à Redação, ascrescentando que “a ideia de fazer o documentário surgiu mesmo com a chegada de Pedro Jazler”.

Documentário traz longa convivência nos palcos

“Já com a ideia de fazer um documentário”, conta Jazler, “nossa abordagem foi a da longa convivência, praticamente em todas as apresentações da peça. Como Fábio faz parte da companhia, depois de um certo tempo, a presença da câmera foi se tornando cada vez mais natural. Depois das filmagens, revíamos o material bruto e assim fomos entendendo como e o que registrar."

O foco do filme, segundo o cineasta não foi o material de arquivo. “Não pretendíamos abranger uma vida inteira no tempo de um filme. Era aquele momento da vida da Maria, com as tantas camadas que trazia, que decidimos retratar."

Pedro Jazler diz que foi feita uma opção “de só filmar os atores dentro do teatro, assumindo a perspectiva de quem faz parte desse mundo”. “São artistas do palco, e queríamos preservar esse contexto. Por isso não há cenas do ponto de vista da plateia, na casa da atriz e nem externas. Se aparece algum trecho da peça, é sempre mostrado a partir das coxias."

De acordo com o documentarista, “o cotidiano dos bastidores é feito de coisas que se repetem a cada apresentação”. “Dessa forma, pudemos filmar os mesmos gestos ao longo dos anos e fomos desenvolvendo um interesse pela passagem do tempo. Todo esse material foi depurado no processo de montagem do filme, que também foi muito longo, durou quase dois anos."

Além de Maria Alice Vergueiro e Luciano Chirolli, velho parceiro da atriz, participam do longa os atores Pascoal da Conceição, Danilo Grangheia e Marco Luz, além de Carolina Splendore, jovem atriz responsável, também, pela assistência de direção da montagem.

Luciano Chirolli, velho parceiro da atriz, também participa do longa, junto com os atores Pascoal da Conceição, Danilo Grangheia e Marco Luz -- além de Carolina Splendore, jovem atriz responsável, também, pela assistência de direção da montagem.