28/02/2018 12:08:17
Diversão e Arte
Em Maceió, Geraldo Azevedo faz show de voz e violão, com abertura de Edi Ribeiro
Crédito: Marcelo Ribeiro/ DivulgaçãoCantor afirma que espera lançar este ano 'alguma coisa nova'
Paulo César Moreira

Geraldo Azevedo se apresenta em Maceió no sábado (3), como atração do projeto “MBP Petrobras”, que convidou o nosso Edi Ribeiro para abrir o show do artista pernambucano. Caminhando para os 50 anos de carreira, com 25 álbuns na bagagem, parcerias e canções emblemáticas, Azevedo traz para o Teatro Gustavo Leite (Centro de Convenções) um show intimista de voz e violão. O experiente Ribeiro apresentará canções do álbum “Eu no Baião de Dois”, o primeiro de uma carreira solo iniciada há pouco mais de dois anos. Os ingressos, entre R$ 30 e R$ 60, estão à venda no site aqui, ou na bilheteria do teatro à rua Celso Piatti, s/n, no horário das 10h às 18h.

Autodidata, Geraldo Azevedo ganhou o primeiro violão com cinco anos de idade, feito pelas mãos do pai, José Amorim. Cresceu numa casa humilde, mas, rica culturalmente, o que lhe proporcionou boas referências. A paixão pela música, pois, surgiu ainda na infância, com o moleque se apresentando na escola de alfabetização coordenada pela mãe, em Petrolina, interior de Pernambuco.

Falando em áudios pelo celular, o cantor e compositor conversou com a reportagem do Alagoas Boreal, contando que apresentará as canções clássicas, como “Dia Branco”, “Caravana”, e as músicas do álbum “Assunção de Maria e Geraldo Azevedo”, lançado em 2011.

Geraldo Azevedo conta que músicas que se destacaram durante a carreira, 'tornam o trabalho transparente para o público' 

Alagoas Boreal – O que o público em Maceió pode esperar desse show? O que apresentará, as canções clássicas? As recentes? Aquelas ainda com o clima de Carnaval?

Azevedo – Gostei das sugestões, maravilha. Vai ter tudo isso que você está falando. Realmente as clássicas vão estar, pois não posso deixar de cantar algumas canções. Têm coisas novas, e já que lembrou do Carnaval, vamos fazer carnaval também, vamos lá (risos).

Já faz um tempinho desde que lançou seu álbum mais recente, em 2011. Há previsão de algo novo para este ano? O que podemos esperar?

Tem previsão de aparecer muita coisa. Muita música nova que já fiz, esse tempo todinho, doido para lançar. Espero lançar este ano alguma coisa nova. Você vai ouvir, com certeza.

De toda essa vasta e riquíssima obra, existe algum trabalho que você destaca, que lhe marcou de alguma forma?

Vixe Maria! Todos os discos, de certa forma, marcaram de alguma maneira. É verdade, têm alguns que tiveram canções que foram muito mais marcantes, em termos de público, músicas como “Caravana”, “Dia Branco”, “Bicho de Sete Cabeças”. São músicas que se destacaram em discos diferentes, mas, ao mesmo tempo, tornaram meu trabalho mais transparente para o público, como sendo representantes do meu trabalho.

Você tem parcerias de sucesso, a exemplo do “Grande Encontro”, com Elba, Zé Ramalho, Alceu Valença. Já fez parceria com algum artista alagoano?

Já tive em várias ocasiões com Djavan. No meu último disco, ele participa cantando comigo a música “Barcarola do São Francisco”, que acho o maior barato. Sempre vou querer fazer parcerias com meus colegas, porque tenho o maior amor pelo pessoal da minha geração e sempre vou querer fazer alguma coisa.

Lisandra Pereira/ Divulgação
Ribeiro, que lançou em 2017 o álbum 'Eu no Baião de Dois', faz a abertura com uma característica guitarra sanfonada: é o forrójazz

Já ouviu falar do cantor e guitarrista que abre o show aqui, o Edi Ribeiro? Ele lançou um ótimo disco ano passado, o “Eu no Baião de Dois”, que tem essa pegada de guitarra e forró de vocês aí do “grande encontro”.

Já ouvi falar, mas não conheço bem o trabalho dele. Já estou levando fé e vou adorar que tenha um colega de trabalho jovem, surgindo na região que adoro. Eu curto muito a música alagoana.