26/01/2018 13:30:29
Diversão e Arte
'Qvalqver Bobagem' reúne produções diferentes com tributos aos Mutantes, Cazuza e Rita Lee
Crédito: Fotos/ Páginas FacebookDiogo Oliveira apresenta clássicos de Cazuza em noite roqueira, no centro da capital
Paulo César Moreira

Em Maceió nesta sexta-feira (26), no bar e casa de shows Rex Jazz, acontece a noite de tributos “Qvalqver Bobagem”. A festa que começa às 21h, com discotecagem de Rosa Vilela, é realizada pela Divina Home, em homenagem a três grandes artistas da música brasileira: Os Mutantes, Cazuza e Rita Lee. O duo Divina Supernova (Ana Galganni, voz e flauta; Júnior Bocão, voz e baixo) reúne Pedro Salvador (voz, guitarra), Thiago Alef (voz, bateria) e o debutante na trupe Léo Bulhões (percussão) para execução do psicodélico repertório dos Mutantes. Por sua vez, a música de Cazuza será interpretada por Diogo Oliveira, enquanto o de Rita Lee fica a cargo de Natalhinha Marinho. Walter Cabeça, do Clube do Vinil, fecha a noite discotecando música brasileira, frevos e afins. Os ingressos estão sendo vendidos pelo site aqui.

Natalhinha e banda realiza o 'F'Rita Lee' pela segunda vez

Tocar Mutantes não é novidade para o Divina Supernova. Em 2013, o duo estreou no palco do Sesc Poço um show intitulado "A Divina Supernova ou Qvalqver Bobagem", com repertório do grupo paulista dos anos 1960. O título foi inspirado na canção "Qualquer Bobagem", de Tom Zé, gravada pelos Mutantes no álbum "A Divina Comédia ou ando meio desligado", lançado em 1970. No mesmo ano, o tributo foi apresentado na Cuscuzeria Café, no bairro da Jatiúca. Em 2016, novamente trouxeram o show para o cartaz, dessa vez junto com a banda Necro, com guitarrista Pedro Salvador, que já fazia parte do elenco nas edições anteriores.

Já o cantor Diogo Oliveira, que iria apresentar o tributo a Cazuza em outra data, diz que resolveram “juntas as forças com a produção da festa ‘Qualqver Bobagem’”. “Principalmente devido à logística, pois seriam duas festas. Decidimos então, produzir juntos.”

'decidimos unir as forças e fazer as duas festas em uma', afirma Diogo Oliveira

Oliveira conta que havia decidido não mais fazer o show, já com dez edições realizadas até 2017. “Eu havia colocado um ponto final nesse tributo, mas, pela necessidade de exorcizar alguns demônios e fazer contato com alguns sentimentos como desprezo, solidão etc., decidi fazer o show. Sempre me identifiquei muito, não somente com as letras e músicas do Cazuza, mas com o comportamento rebelde, revoltado, em relação à política, ao ser humano e às relações de interesse. É uma necessidade artística de poder olhar para estes sentimentos. Acho que a melhor maneira de fazer isso é no palco, cantando, e pelo processo que isso exige antes do show, de preparação, de entrar em contato com esse universo.”

No roteiro – afirma Diogo Oliveira –, “os grandes clássicos de Cazuza”, entre eles, “Exagerado”, “Pro Dia nascer feliz” e “O Tempo não para”. “Eles ocupam a maior parte do repertório. Mas há espaço, também, para canções do lado ‘b’, que são preciosas. A cantora Lorena Firmino faz uma participação no show.”

Já Natalhinha Marinho, acompanhada por Pedro Salvador (guitarra), Emerson Padilha (baixo) e Gordo Fidelis (bateria), apresenta mais uma edição do show "F’rita Lee", trazendo canções do repertório da cantora e compositora paulista Rita Lee.