25/05/2017 09:33:48
Maceió
Projeto 'Padrinho' estimula construção de laços afetivos com crianças abrigadas em situação de risco
Crédito: DivulgaçãoMaiores de 18 anos podem apadrinhar crianças em situação de risco
Felipe Miranda

No Dia Nacional da Adoção, o Poder Judiciário de Alagoas promove pela primeira vez o "Conversando sobre Adoção". O encontro acontece nesta quinta-feira (25), das 14h às 21h30, no shopping Maceió, à avenida Gustavo Paiva, na Mangabeiras. Um estande foi montado no primeiro piso, em frente a loja Renner. Voltando-se para o projeto "Padrinho", a iniciativa tem como objetivo esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto e explicar as diferentes formas de colaborar com o apadrinhamento.

"O projeto Padrinho busca aproximar a sociedade das crianças e adolescentes em situação de abrigamento", explica a juíza Fátima Pirauá, à frente da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejail/AL). Estabelecer laços. Sejam eles afetivos ou financeiros. Essa é a ideia. "Os indivíduos assistidos pelo programa se encontram em situação de risco e com processo aberto na vara da infância. Quem os apadrinha se predispõe a colaborar de alguma forma."

Juíza diz que 92% das pessoas preferem adotar crianças de até 6 anos de idade

Para participar é preciso ser maior de idade. São três os tipos de apadrinhamento. O Afetivo, que abarca desde visitas frequentes ao abrigo até passeios a ambientes familiares, o Financeiro, que diz respeito ao suporte para a realização de cursos, esportes e outras necessidades, e, por último, o Social/Prestador de Serviços. "Esse é voltado para profissionais que possam atender as crianças e adolescentes quanto a necessidades básicas. Dentistas, professores, cabeleireiros, todos são bem-vindos a ajudar", diz Fátima.

Segundo a Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude em Alagoas 91% das pessoas dispostas a adotar preferem crianças de até 6 anos, detalhe que não condiz com a situação a nivel nacional, em que 92% daqueles presentes no sistema possuem entre 7 e 17 anos. "Os números ainda mostram que as famílias preferem crianças brancas e sem irmãos, mas cerca de 68% das disponíveis são negras e possuem irmãos. Essa conta nunca vai fechar se a mentalidade não for mudada", defende a juíza.

Para mais informações sobre adoção em Alagoas acesse o site da CEIJ clicando aqui